O Imitador de Deus

Capítulo 4

Capítulo 4: Entrada na comunidade

Em revisão. Esta tradução ainda está sendo revisada e pode mudar.

Lin Sizhi voltou para a cadeira de ferro em que estivera sentado antes e aguardou com paciência.

Em pouco tempo, a televisão, que antes exibia apenas chiados e estática, voltou a mostrar uma imagem.

[Fim de jogo. O teste foi concluído.]

[Avaliação geral da Roleta da Redenção: S.]

[Parabéns por concluir a tarefa preliminar. Você obteve uma identidade oculta no Novo Mundo: ‘Imitador de Deus’.]

[Pensar como um deus, julgar como um deus e, assim como um deus, cometer graves crimes contra a humanidade.]

[É melhor ocultar sua identidade com cautela, pois o deicídio é a eterna busca da humanidade.]

[Siga em frente. O Novo Mundo emitirá o seu visto formal.]

A imagem na televisão desapareceu mais uma vez; no mesmo instante, a saída de emergência vermelha do armazém se abriu com um estalo seco.

A luz do sol invadiu o espaço, iluminando a poeira em suspensão no ar.

Assim que Lin Sizhi passou pela saída de emergência, a porta vermelha bateu de novo com outro estrondo, trancando-se por completo.

Conforme avançava pelo corredor, a porta de segurança vermelha ao fundo foi sumindo aos poucos do seu campo de visão.

Não apenas isso: Lin Sizhi apalpou o bolso direito e notou que o revólver guardado ali momentos antes havia desaparecido.

No documento de planejamento havia uma observação: nenhum item pode ser retirado da área de jogo; do contrário, desaparecerá no ar.

Ao colocar o revólver no bolso e levá-lo para fora da área de jogo, Lin Sizhi comprovou que a regra era verdadeira.

“Ou seja, o tal do Novo Mundo é de fato um mundo misterioso dotado de forças sobrenaturais.

“Aqui, qualquer regra oficial emitida pelo Novo Mundo, ou regra de jogo concebida por um criador e aprovada na análise do Novo Mundo, será cumprida cem por cento por meio de forças sobrenaturais.”

Enquanto Lin Sizhi refletia, uma nova saída de emergência já surgia à sua frente.

Só que, no momento, permanecia fechada.

Ao lado da saída havia uma máquina peculiar, com pouco mais de um metro de altura, contendo instruções de uso.

Ao pousar a palma da mão esquerda sobre o contorno de uma mão na superfície da máquina, a pulseira de visto se alinhava automaticamente à área de leitura.

Lin Sizhi fez uma tentativa rápida e viu que a porta de segurança não abria; não restou alternativa senão seguir as instruções e apoiar a mão esquerda ali.

Bip!

A máquina emitiu um sinal sonoro enquanto um feixe de luz brilhava em sua parte superior.

Lin Sizhi recolheu a mão esquerda e viu que a pulseira preta, de material desconhecido, fora gravada com um código de barras formado por padrões abstratos.

Mais perto das costas da mão, dentro desse desenho, podia-se ver seu nome verdadeiro, “Lin Sizhi”, gravado de um jeito que lembrava a marca de um carimbo.

[A emissão do visto de jogador foi concluída.]

[Boas-vindas ao Novo Mundo!]

No mesmo instante, a última porta de segurança se abriu com um estrondo. A luz brilhante do sol entrou de chofre, fazendo Lin Sizhi fechar os olhos por reflexo.

Quando se acostumou com a claridade ofuscante e contemplou o cenário diante de si, não pôde conter uma exclamação de surpresa.

“Novo Mundo...

“Que lugar é esse, afinal?”

O que se estendia diante de seus olhos parecia uma metrópole moderna e pulsante, com canteiros impecavelmente podados e vias pavimentadas, sem sujeira nem rachaduras, que o conduzia com naturalidade até prédios menores ao longe.

Mais adiante, viam-se arranha-céus que se erguiam até as nuvens. O céu era muito azul, e as nuvens, muito brancas.

Dava a Lin Sizhi até a ilusão de ter chegado a uma cidade litorânea de veraneio.

Logo começaram a surgir na rua outros transeuntes como ele, trazendo no rosto as mais diversas expressões: confusão, euforia, desconfiança, curiosidade.

Guiados pelo traçado das vias, todos caminhavam naturalmente rumo a pequenas comunidades residenciais.

Lin Sizhi também se dirigiu à entrada da comunidade mais próxima e entrou.

A comunidade contava com jardins, gramados, academia, centro de natação e diversas outras comodidades.

No centro da comunidade erguia-se uma imponente construção multiuso.

Era justamente o edifício que ele avistara de longe.

Tinha cerca de quatro ou cinco andares, com uma fachada belíssima repleta de grandes janelas salientes, varandas e jardins suspensos.

O saguão era amplo e iluminado, com uma disposição semelhante à de um hotel de luxo.

Havia um controle de acesso na entrada da comunidade, onde uma placa de aviso exibia com destaque a mensagem: “Apresente o visto para realizar o check-in.”

Lin Sizhi estendeu a mão esquerda e aproximou a pulseira de visto do sensor para leitura.

Em seguida, informações surgiram na tela.

[Análise do visto concluída.]

[Lin Sizhi, boas-vindas à Comunidade 17.]

[Você é o jogador 12 da Comunidade 17. Dirija-se ao quarto correspondente para se acomodar e realize as atividades de acordo com as regras da comunidade.]

[Em caso de infração, punições como ‘dedução de tempo de visto’ ou até mesmo ‘Expulsão’ serão aplicadas conforme a gravidade do ato.]

[Para consultar mais regras detalhadas, dirija-se ao saguão e confira o Código de Conduta dos Jogadores.]

Quando Lin Sizhi ia dar mais um passo para dentro, o sinal sonoro soou novamente.

[A análise do visto do último jogador da Comunidade 17 foi concluída. A comunidade atingiu a lotação máxima e foi fechada automaticamente, não aceitando mais novos jogadores.]

[Atenção, jogadores: o Código de Conduta dos Jogadores será lido no saguão em 5 minutos.]

Lin Sizhi notou que o conteúdo na enorme tela do saguão também mudou.

Onde antes se lia “Boas-vindas à Comunidade 17”, agora havia uma contagem regressiva de 5 minutos.

— Finalmente todo mundo chegou! Aqui!

Lin Sizhi ouviu alguém chamando por ele.

Aquele saguão de hotel de luxo era bastante espaçoso: continha uma mesa longa com capacidade para mais de dez pessoas, uma área de descanso composta por sofás de alta qualidade e mesas de centro, além de uma área de leitura.

Em volta da mesa longa, algumas pessoas já estavam sentadas; quem chamava Lin Sizhi era justamente um jovem de óculos sem aro.

Lin Sizhi correu os olhos rapidamente pelo local: entre os que estavam à mesa longa, nas poltronas e os que estavam distraídos diante da janela panorâmica, havia onze pessoas no saguão.

Com ele, totalizavam doze pessoas.

“Estou na Comunidade 17. Se cada comunidade tiver 12 pessoas, já são pelo menos mais de 200 por aqui.

“E parece haver muitas outras comunidades desse tipo; o número real de ‘jogadores’ deve ser bem maior do que isso.”

Lin Sizhi olhou para a mesa longa. Ela ocupava uma posição bem central em todo o saguão e oferecia o melhor ângulo de visão para o telão.

Havia 7 pessoas à mesa longa, cada uma separada da outra por pelo menos um assento vazio, guardando uma distância de segurança considerável.

E bem ao lado do jovem que o chamara havia um lugar vago. Após refletir um pouco, Lin Sizhi sentou-se na cadeira à direita dele.

Ao se acomodar, porém, arrastou a cadeira discretamente um pouco para fora, mantendo a distância prudente entre dois estranhos.

— Olá. Eu ainda não estou entendendo muito bem a situação.

— Que lugar é esse, afinal?

Lin Sizhi não tinha grandes expectativas quanto a obter uma resposta útil; supunha que os outros ali também haviam acabado de chegar e estavam tão perdidos quanto ele.

Nessas circunstâncias, porém, puxar conversa sobre o assunto era uma boa forma de quebrar o gelo.

— Quem sabe? Cheguei só um pouco antes de você e também estou totalmente no escuro.

— Quando terminarem de ler as regras, podemos juntar as informações que cada um tem. Talvez encontremos uma resposta.

— A propósito, me chamo Fu Chen\*. Prazer em conhecê-lo.

\ N. do T.: Pronuncia-se Fu Tchên*.

O jovem de óculos sem aro estendeu a mão com um sorriso.

Lin Sizhi hesitou de leve antes de apertar a mão dele:

— Lin Sizhi.

Em um ambiente desconhecido como aquele, declarar o nome verdadeiro logo de cara não parecia uma escolha muito sábia; por mero instinto de autopreservação, talvez usar um pseudônimo fosse mais prudente.

Porém, o “visto” no pulso já exibia o nome real de cada um.

Mesmo que tentasse esconder, a farsa seria desmascarada facilmente mais tarde.

E isso só atrairia hostilidade desnecessária.

Pela situação até o momento, aquele Novo Mundo parecia tentar criar um ambiente pacífico e amigável, sem agressividade direta entre os jogadores.

Sendo assim, depois de vacilar por um instante, Lin Sizhi acabou dizendo seu nome verdadeiro.

Não demorou para a contagem regressiva no telão chegar ao fim.

Todos foram se acomodando ao redor da mesa longa e voltaram a atenção para a tela.

A voz eletrônica desprovida de emoção soou outra vez, enquanto imagens surgiam no telão para complementar e explicar o que a voz dizia, facilitando a compreensão de todos os presentes.

[Caros jogadores, boas-vindas ao Novo Mundo!]

[Este é um mundo sobrenatural cujas regras diferem completamente daquelas do mundo real que vocês conhecem. Portanto, pedimos a todos os jogadores que sigam rigorosamente as normas para evitar qualquer infração.]

[A seguir, apresentaremos o Código de Conduta dos Jogadores do Novo Mundo em três partes:]

[1. Diretrizes Básicas de Vida]

[2. Diretrizes de Atividades da Comunidade]

[3. Diretrizes de Julgamento da Galeria]

[Decorem todas as diretrizes acima sem exceção. Em caso de infração, punições como ‘dedução de tempo de visto’ ou até mesmo ‘Expulsão’ serão aplicadas conforme a gravidade do ato.]

[Apresentamos a seguir o detalhamento de cada uma.]

Lin Sizhi tocou involuntariamente a pulseira de visto no pulso esquerdo.

No sentido literal, um visto era uma autorização especial que permitia a permanência em determinado país; assim que o tempo de visto expirava, a pessoa era expulsa.

Portanto, ser expulso do Novo Mundo provavelmente significava a morte.

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